ATENÇÃO PORTO: PROCURO descendentes de
Gervásio Ferreira de Araújo, casado com Maria Marques e com quem teve,
pelo menos, dois filhos: João Ferreira de Araújo, nascido em Cedofeita,
Porto, em 1896 e Maria Júlia. Viveram no Porto, onde foi professor.
Morreu em 1916. Estou também no Facebook (Teresa Lobato/M Teresa Lobato)
Em Castro Laboreiro, Melgaço, na senda de meu
tio-bisavô Matias de Sousa Lobato, professor de instrução primária, a
quem Hintze Ribeiro, em tempos régios, chamou de "Rei das Montanhas". Sentada no mesmo cruzeiro tendo como fundo o edifício onde ele leccionou.
Ouvia meu avô Jorge de Sousa Lobato falar do "Leão das Montanhas". Leão
e Rei referiam-se à mesma pessoa. É que depois da instauração da
República a palavra "rei" foi proibida... Na primeira foto o
Professor Matias aparece de forma destacada, pela figura física marcante
que apresentava. Leão ou Rei, isso fica para quando tiver um estudo
mais profundo sobre a sua pessoa.
No decorrer do estudo genealógico encontrei
dados surpreendentes sobre meu tio-bisavô, Gervásio Ferreira de Araújo, nascido em Ribeira de Pena.
Devo essas descobertas a Valter Alves, gestor da página Melgaço, entre o
Minho e a Serra. Quanto mais pesquisas faço, mais me disperso... Nomes são nomes, datas são datas... Mas, e o que está entre eles e não se vê? Sobre este meu familiar terei de fazer mais pesquisas...
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Nas deambulações que tenho feito em busca de elementos que me ajudem a encontrar, identificar e historiar a minha família, os meus antecessores, aqueles que me legaram os genes que me identificam a mim, como pessoa, aos meus atuais familiares como partes de um todo, tenho tido a sorte de encontrar apoio em pessoas que ainda não conheço pessoalmente. É o caso de Valter Alves, criador do blogue Melgaço, entre o Minho e a Serra, a quem publicamente agradeço a partilha de informação bem como a atenção dispensada nesta minha caminhada. E foi através dele que recebi mais uma relíquia sobre Domingos Ferreira d' Araújo, meu bisavô materno, natural que foi de Ribeira de Pena e morador em Melgaço, onde casou e formou família com minha bisavó materna, Amália da Conceição Correia dos Santos. Daí nasceram quatro filhas com o apelido Ferreira de Araújo: Amália Augusta, Sidónia (minha avó), Ludovina e Madalena.
Graças às funcionalidades do Arquivo Distrital de Vila Real tenho conseguido recolher informações sobre familiares que desconhecia e dados concretos sobre os meus tetravós de Ribeira de Pena (primeira metade do século XIX).
Enquanto "folheio" o arquivo virtual tenho-me deparado com diversas constatações, entre elas a enorme quantidade de crianças que eram entregues na Casa da Roda. Eram apelidados de Exposto ou Exposta, já que os pais eram desconhecidos. Sobre este assunto encontro-me a preparar um artigo que publicarei mais tarde. Fica aqui um registo referente a uma dessas crianças.
O registo de indivíduos remonta à Antiguidade, no entanto, aplicava-se apenas a alguns poucos que à época possuíam o título de cidadãos (homens livres). Depois da queda do Império Romano, a Igreja Católica
tornou-se a responsável pelo registo dos indivíduos e dos seus
títulos, continuando a tradição clássica de registar fatos que
envolviam somente pessoas com posses, sejam de ordem eclesiástica,
dinástica ou nobiliárquica. A primeira vez que se institui o registo universal dos batismos e das mortes (sepulturas) foi em 1539 com a Ordenança de Villers-Cotterêts no Reino da França. Somente com o fim do Concílio de Trento, em 1563,
é que a obrigatoriedade do registo de batismos, matrimónios e mortes
de todos os indivíduos é estendida à totalidade do mundo católico. Finalmente, no início do século XIX o registo civil como é conhecido
hoje, ou seja, universal e laico foi criado com o advento do Código Napoleónico de 1804. Todos os territórios sob o jugo de Napoleão Bonaparte foram obrigados a adotar o novo código, fato o qual afetou sensivelmente o poder da Igreja Católica. Pode-se considerar que o Código Napoleónico tenha sido o maior legado de Napoleão à Humanidade,
pois direta ou indiretamente - e mesmo no Oriente - todos os países do
mundo sofreram a sua influência em maior ou menor grau, o que se
evidencia nos seus sistemas legais.
O registo civil em Portugal é oficialmente instituído pelo "Código do Registo Civil" de 18 de fevereiro de 1911 (alguns meses antes da promulgação da Constituição Portuguesa de 1911). Em 20 de abril de 1911 a "Lei da Separação da Igreja do Estado" radicaliza o estado laico
e determinou que todos os registos paroquiais (baptismos, casamentos e
óbitos) anteriores a 1911 gozassem de eficácia civil e fossem
transferidos das respectivas paróquias para as recém-instituídas Conservatórias do Registo Civil. De forma geral, há uma conservatória de registo civil em cada concelho português, sendo que nas cidades de Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia e Setúbal
há onze, quatro, duas e duas conservatórias respectivamente. Em
concelhos de pequeno e médio porte, as conservatórias também acumulam
outras funções além do registo civil, como o registo predial (imóveis),
comercial (pessoas jurídicas) e de veículos. Nota: link
Genealogia vem de duas palavrinhas gregas: gene e logia. Elas querem dizer, gene (geração ou família) e logia (notícia ou estudo). É a ciência que organiza as gerações, as linhagens, identificando o seu lugar dentro da humanidade. Não é um conhecimento novo, nem exclusivo de um povo. Mesmo os povos ágrafos (que não tem escrita) cultivam as genealogias, na forma oral, transmitida dos mais velhos para os mais novos. Na década de 70, o escritor afro-americano Alexander Palmer Haley (1921-1992) reconstruiu no romance histórico “Roots” (Raízes, 1976) a sua genealogia usando como fonte a oralidade, até chegar ao seu quinto-avô africano Kunta Kinte, numa aldeia de Gâmbia no século XVIII. As genealogias mais antigas que se conhecem são originárias do Oriente. Algumas delas fazem parte de nosso dia a dia e nem prestamos atenção nisto. É o caso das milhares de genealogias que estão registadas na Bíblia, tanto no Velho como no Novo Testamento.